28 de maio de 2010

Quem é mais sentimental que eu?

 A pergunta do título é retórica, mas se você quiser se aventurar mesmo assim a responde-la, saiba que acertar ou não vai depender mais de que partes de mim você conheceu, de qualquer modo uma resposta segura independente de qualquer coisa seria Nick Cassavetes.

 Esqueça Alpha Dog, que simplesmente serviu para provar que ele não faria os filmes de seu pai, e esqueça também sua carreira como ator e sobrará três filmes: “Um ato de coragem”, “Diário de uma paixão” e enfim, “Uma prova de amor”. Com esses três filmes em mente, é tão fácil descobrir quanto se enganar com as intenções de Nick, ele quer fazer a plateia chorar, e não vai se furtar de contas simples para conseguir seu objetivo.

 Um garoto doente mais um pai desesperado, uma mulher doente mais um marido atenciosamente desesperado e uma filha doente mais uma família desesperada, é fácil imaginar o resultado. O que por sua vez também torna fácil a vida de quem quiser não gostar dele. Em “Uma prova de amor” existem algumas histórias dentro da mesma, mas quero tratar de uma das secundárias. Kate tem câncer, Taylor tem câncer, eles se conhecem, se aproximam, se apaixonam e transam, é a primeira vez de Kate e não fica muito claro sobre Taylor, Taylor some, Taylor morre, pessoas choram em seus sofás. A princípio, tudo isso parece um tanto exagerado e apelativo, mas o dado concreto é: Pessoas transam, pessoas morrem, e a linha do tempo entre esses dois pontos, na vida real, é tudo menos lógica.

 Além do cuidado com a fotografia (talvez bem cuidada demais), de escalar atores como Cameron Diaz (um pouco descontrolada nesse filme) e o recém-ressuscitado Alec Baldwin, Nick Cassavetes comete um erro grave nesse filme, se ater demais ao seu final, diminuindo assim as perguntas que ele lança durante o desenrolar da história. Mas com alguma boa vontade dá para encontra-las mesmo assim e admirar Nick Cassavetes.

 Diante de um filme como esse, você pode adotar várias posturas. Pode admirar a lição mais visível e superficial, pode detestar os exageros ou simplesmente deixar reverberar em você e criar assim perguntas retóricas, as quais diretor nenhum poderia cometer, nem se quisesse, a heresia de responde-las.

 Por que enlouquecemos? Por que transamos? Por que sumimos? Taylor com certeza tinha respostas muito mais nobres do que as nossas.

7 comentários:

Anônimo disse...

Cara, vc até tem umas ideias boas, mas ñ sei, suas resenhas são um tanto confusas ñ consegui entender ainda se vc gostou do filme ou ñ, tambem na dos beatles, ñ consegui ligar se vc gosta mais de qual das revolutions, precisa ve isso ai

ouro branco

Tiago disse...

Bom, o texto é confuso ou minha ideia sobre musica/filme? Porque no segundo caso, missão cumprida.

Não são resenhas, são postagens de blog, resenhas vêm em jornais e nas ultimas paginas da veja, resenhas tem estrelinhas, notas de zero a dez ou são simplesmente favoraveis ou não. O que eu escrevi não são resenhas, logo não precisa disso, mas qual é a questão? Vc precisa de uma forcinha pra decidir se gostou ou não? Ou só ficou curioso mesmo? Ambos os casos são bem legitimos :), mas eu não to afim de dizer se gostei do filme ou não...

Flávia Carvalho disse...

"Pessoas transam, pessoas morrem, e a linha do tempo entre esses dois pontos, na vida real, é tudo menos lógica."
já disse que achei essa parte sensacional, muito bom (:

lau disse...

pensei que fosse ler isso aqui e encontrar algo novo. cadê tua criatividade, guri?

Anônimo disse...

Às vezes, eu transo porque acho mais fácil do que manter uma conversa constrangedora com algum semi-desconhecido... sabe aquelas que você fica arranjando assuntos fúteis porque os momentos de silêncio evidenciam que você não tem idéia do que está fazendo ali?!

Tiago disse...

Hummmm, ai é caso de sumir também né?!

Pirate Cuore disse...

"Pessoas transam, pessoas morrem, e a linha do tempo entre esses dois pontos, na vida real, é tudo menos lógica."

Também gostei muito dessa parte, e as perguntas me intrigaram, até queria saber as respostas de Taylor.

(: