- Uma breve retificação. Aquele texto citado no fim do ano passado por quem quer que seja não é de Charles Chaplin, e sim de Augusto Branco - disse o apresentador assim, como se fosse próximo, Chaplin e Augusto Branco. Ele mostra também o livro de onde saiu o original. Na capa, uma foto do céu, uma tira branca embaixo e uma em cima, título (seja ele qual for) e nome do autor em uma fonte escolhida a revelia por um design (houve um?) qualquer.
Eu não conheço esse texto, mas conheço com certeza esses textos. São sempre assim, filtros solares menos inspirados e ainda mais enfadonhos. E ainda sim são Chaplins, Shakespeares e Wildes, todos eles dispostos de uma hora para outra a te dizer o que fazer da sua vida:
- Esqueça isso, more ali, ame muito - como se precisássemos, como se fossem aquele seu amigo quase profundo que sempre sabe o que dizer, que luxo.
Eu nunca li Augusto Branco, mas sei o que preciso sobre ele. Sei pela capa de seu livro.
As pessoas dizem que não se pode julgar um livro pela capa, depois confundem Chaplin com um idiota qualquer.
15 de fevereiro de 2010
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10 comentários:
Olha,lamento informar mas no mínimo você deveria ler mais.
Conheci os textos de Augusto Branco e vi que é melhor do que qualquer coisa que Chaplin tenha feito - aliás, me aponte um texto memorável de Chaplin! Chaplin tem seu lugar, e é no cinema, não na literatura, meu caro.
E pelo que você falou sobre capa de livro, por favor... só uma pessoa medíocre, para não usar termos piores se importaria com isso. Talvez você devesse procurar ler mais para poder falar das coisas com propriedade e viver mais coisas para adquirir a sabedoria que você certamente ainda não tem.
Drika - Campinas - SP
Eu não disse que Chaplin era escritor, aliás o intuito do texto é exatamente esse, distinguir gênios (independente da área) de Augustos Brancos da vida.
Mas se você acha os textos dele lindos como o céu azul fique a vontade, e aliás, tente perdoar o imperdoável mais essa vez...
Quanto as leituras, o que me indica? Augusto Cury assinado como Le Clézio?
rsrs
Você é hilário, para ser razoável.
Nem lê patavinas de nada e fica querendo dar uma de intelectual.rs
Augusto Branco e Augusto Cury só têm em comum o primeiro nome!
E Chaplin, sim, foi um grande gênio, mas pessoas como você, sendo contemporâneo a ele, provavelmente o consideraria apenas um palhaço idiota, como era comum entre os pseudo intelectuais da época. É fácil tirar o chapéu para gênios depois que todo mundo já os reconhece, não?
Beijinhos....
Bom, vamos por partes:
Primeiro, vc não tem argumento para nada, e não tem porque não há o que argumentar, vc gosta de Augusto Branco e eu não, ponto. O que vc fez foi um mero exercício de imaginação (O quanto eu leio? O que eu acharia de Chaplin se fosse contemporâneo a ele? vc sinceramente tem essas respostas?).
O que eu leio, leio para mim. Os livros são medalhas que eu queira expor a você por um desafio, eu não estou mais na quarta seriem do primário para responder a desafios, enfim li o que eu li e pronto. Em certo ponto, concordo com vc, li pouco. Eu tenho vinte anos de idade e li pouco, porém quero chegar aos setenta anos com a mesma opinião, independente do que eu vir a ler, será pouco. Isso porque minha cultura (ou falta dela) é um fator fisiológico em mim, e não meramente ilustrativo.
Quanto a Chaplin, se eu fosse seu contemporâneo, talvez eu o achasse um palhaço como vc bem disse, talvez eu fosse um grande fã de seu trabalho como eu acho que seria, talvez eu fosse um nativo de uma tribo amazônica sem nenhum contato exterior. Eu não sei o que eu seria, sempre fui eu, só sei ser eu.
Agora me indique a postura correta a seguir então, sou eu um rapaz de vinte anos, que nasci com Chaplin já reconhecido como gênio que é, que devo fazer? Negar sua genialidade só por rebeldia? Só porque não fui eu o primeiro a reconhecer? Seus argumentos não suportam um sopro...
Enfim garota, o caso é o seguinte, eu não tenho nada contra o tal de Augusto Branco, ele é simplesmente mais um autor com o qual eu tive contato e não me interessei, como vários outros, existe algum grande problema nisso? Vc gosta, eu já entendi, então siga com seu gosto. Mas se me permite um conselho, leia autores que escrevem em um nível mais subjetivo, sua interpretação de texto é péssima, em hora alguma eu comparei Augusto Branco com o Augusto Cury, tampouco comparei Le Clézio com o Chaplin, o que eu fiz foi criar uma situação (entenda bem, a SITUAÇÃo ser semelhante não significa que os autores são semelhantes) para exemplificar o quão ridículo é comparar Augusto Branco com Charles Chaplin.
A moral do texto para vc que tem problemas para ler em um nível que não seja a auto-ajuda:
Augusto Branco pode ser bom (exemplo: vc acha) ou pode ser ruim (exemplo: o que eu acho) porem o fato concreto é que ele não é Charles Chaplin. Agora só uma questão, para ficar sem resposta mesmo:: Porque o fã que postou esse texto "genial" como sendo de Chaplin o fez assim? Porque não se orgulhar de gostar de um texto de Augusto Branco e lhe dar o devido crédito pelo "excelente" trabalho? Será que ele precisava de algo que de certa forma validasse essa escolha literária? Enfim, por que fazemos o que fazemos?
Engraçado como você tenta dizer que meus argumentos é que não agüentam um sopro, mas acaba escapando sutilmente reduzindo tudo a uma mera questão de opinião...rs
Pois te digo o que realmente penso de Augusto Branco: os textos dele são construídos de forma muito simples, com idéias geralmente banais. Ou seja, está longe de ser um primor de literatura ou de expressar algo que se chamar de genial. O texto Vida, que você mencionou aqui, é uma das piores coisas que ele já escreveu em termos de conteúdo, então... por que resolvi contestar tuas afirmações?
Por que ao contrário de você, não julgo um livro pela capa e procuro aprofundar-me nas coisas antes de manifestar uma simples opinião. E ao me aprofundar que Augusto Branco escreveu textos de grande sabedoria, a ponto de ser apontado por muitos literatos com quem converso como um dos maiores pensadores da atualidade.
Mas isso não importa. O que realmente importa neste autor é que, apesar da simplicidade e da banalidade de seus versos, ele toca aos corações das pessoas, e tem ajudado a construir e a motivar vidas.
Augusto Branco também pode ser apresentado com o famigerado rótulo de auto-ajuda, mais está mais próximo dos filósofos da humanidade do que dos construtores de mentiras (ilustres escritores de ficção, que são mestres em escrever sobre coisas que nunca viveram nem nunca sentiram, afinal, são especializados numa certa subjetividade...) e muito mais distante de qualquer lixo literário que faz uso das palavras apenas para destruir, ao invés de procurar aperfeiçoar-se e iluminar o caminho dos demais.
Você, por sua vez, pode tomar uma atitude mais madura e procurar ler um pouco, pelo menos, ou pode considerar que isto é uma mera opinião...
Beijocas pra você, boy...
Quanto à sua pergunta a respeito de quem começou a postar o texto Vida (que eu não gosto) como sendo de Charles Chaplin é muito simples: provavelmente, algum pseudo intelectual metido a sabe tudo, ao ser questionado sobre a autoria do texto e sem ter a resposta certa sugeriu que deveria ser de Chaplin, como mais um monte de textos atribuidos ao Chaplin, no Brasil. Nada de mais.
opa, barracos sempre deixam tudo mais interessante
É... parece que você conseguiu inflamar a mocinha aí dos comentários, né, meu bom Tiago. ;D
Tomei conhecimento desta tua postagem hoje, por conta de minha assessoria e, va bene, achei até engraçado, e isto vai para meu álbum de recordações.rs
Aproveito para deixar um abraço também para a advogada da estória - Drica - infelizmente não tenho como contactá-la, se é tua conhecida, leve meus cumprimentos.
- Um grande abraço para si!
Sucesso e felicidade sempre!
Achei interessante toda esta discussão. Eu li alguns textos de Augusto Branco, e os considerei memoráveis. São poucas as pessoas que realmente conseguem escrever frases de poderosa mensagem com tão poucas palavras. Não existem autores que possuam somente altos. Todos tem altos e baixos. Mesmo os Mestres da Literatura Universal. Pois isto é algo que varia de leitor para leitor! ^_^ Portanto, críticas são sempre bem-vindas! Não importando seu teor. Afinal, isso apenas engrandece o autor, obra, e claro propicia maior divulgação!
Essas discussões são ótimas para leitores e autores crescerem juntos; críticas são sempre bem-vindas! Por meio das críticas, vemos as máscaras cairem, e conhecemos mais e mais as pessoas =)!!! Quanto mais "baterem" num autor, mais forte ele ficará... ;)
Abraços a todos!
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