- Uma breve retificação. Aquele texto citado no fim do ano passado por quem quer que seja não é de Charles Chaplin, e sim de Augusto Branco - disse o apresentador assim, como se fosse próximo, Chaplin e Augusto Branco. Ele mostra também o livro de onde saiu o original. Na capa, uma foto do céu, uma tira branca embaixo e uma em cima, título (seja ele qual for) e nome do autor em uma fonte escolhida a revelia por um design (houve um?) qualquer.
Eu não conheço esse texto, mas conheço com certeza esses textos. São sempre assim, filtros solares menos inspirados e ainda mais enfadonhos. E ainda sim são Chaplins, Shakespeares e Wildes, todos eles dispostos de uma hora para outra a te dizer o que fazer da sua vida:
- Esqueça isso, more ali, ame muito - como se precisássemos, como se fossem aquele seu amigo quase profundo que sempre sabe o que dizer, que luxo.
Eu nunca li Augusto Branco, mas sei o que preciso sobre ele. Sei pela capa de seu livro.
As pessoas dizem que não se pode julgar um livro pela capa, depois confundem Chaplin com um idiota qualquer.
15 de fevereiro de 2010
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